A SAP Brasil divulgou nesta semana seu Relatório de Sustentabilidade 2025, no qual detalha como a companhia tem integrado inteligência artificial, dados e computação em nuvem à gestão de indicadores ambientais, sociais e de governança (ESG). O documento também marca os dez anos de parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), iniciativa que hoje monitora indicadores socioambientais em mais de 21 mil famílias e 902 comunidades amazônicas.
Segundo o relatório, a agenda ESG deixou de ser tratada apenas como compromisso reputacional para se tornar fator de competitividade, influenciando diretamente fluxo de caixa, custo de capital e gestão de riscos das empresas. A companhia chama essa abordagem de “Sustentabilidade Inteligente”, a combinação de dados, IA, analytics e cloud para transformar métricas ESG em decisões de negócio.
Em mensagem de abertura do documento, o presidente da SAP Brasil, Rui Botelho, e o CFO da SAP na América Latina e Caribe e na SAP Brasil, Gustavo Conrado afirmam que “não é apenas uma meta. É um motor de geração de valor de longo prazo, integrado à forma como inovamos, apoiamos nossos clientes e conduzimos nossas próprias operações”.
Os executivos também destacam a chegada da Joule, assistente de IA da SAP, como parte do compromisso da companhia com uma inteligência artificial “responsável, baseada em princípios de transparência, confiança e ética”.
Dez anos de parceria com a Amazônia
Um dos pontos centrais do relatório é a atuação junto à FAS. Segundo o documento, a organização utiliza soluções como o SAP Datasphere e o SAP Analytics Cloud para integrar dados dispersos sobre território, populações e meio ambiente, além de ter sido pioneira global no uso do SAP Sustainability Control Tower para monitorar indicadores de conservação e adaptação climática na região amazônica.
IA aplicada à cadeia produtiva
O relatório também traz cases de clientes que adotaram ferramentas da SAP para gestão ESG. A fabricante de implementos rodoviários Facchini implementou o SAP Sustainability Control Tower para centralizar dados de emissões de carbono, consumo de água e indicadores de diversidade em uma única plataforma. Já a Cenibra, produtora de celulose, tornou-se uma das primeiras empresas das Américas a adotar o SAP Green Token para rastrear a origem de matérias-primas e se antecipar às exigências do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR): nos dois primeiros meses de operação, mais de 11,5 mil toneladas de celulose já haviam sido rastreadas pela plataforma.
Resultados internos
No âmbito interno, a SAP Brasil relata a evitação de cerca de 162 mil copos descartáveis e a economia de 2,9 milhões de litros de água por meio do programa de copos reutilizáveis LaveCopos, além da meta de substituir toda a frota de veículos por elétricos até 2028.
