O Grupo Luck passou a integrar a Rede Brasil do Pacto Global da ONU, movimento que amplia e formaliza os compromissos da companhia com a agenda ESG. A adesão aproxima a estratégia da empresa dos Dez Princípios do Pacto Global, que abrangem direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção, e também dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.
Para uma empresa do setor de turismo, a relação entre sustentabilidade e negócio ganha uma dimensão particular. Praias, ilhas, recifes, patrimônio natural, cultura e comunidades fazem parte dos próprios destinos em que a atividade turística acontece. Nesse contexto, conservar os territórios e promover desenvolvimento local também se relaciona à sustentabilidade do negócio no longo prazo.
“Para uma empresa de Turismo, sustentabilidade não pode ser uma agenda paralela ao negócio. Nosso crescimento depende diretamente da conservação dos destinos, da valorização das comunidades e da capacidade de gerar desenvolvimento nos lugares onde atuamos. Integrar o Pacto Global representa assumir esse compromisso de maneira ainda mais estruturada, mensurável e conectada às melhores práticas globais.”
Gustavo Luck, CEO do Grupo Luck
ESG conectado à estratégia
A entrada no Pacto Global ocorre em um momento de estruturação da agenda ESG do Grupo Luck. No primeiro ciclo de reporte ESG, a companhia identificou iniciativas relacionadas a 15 dos 17 ODS, o equivalente a 88,2% dos objetivos estabelecidos pela ONU.
Entre os temas contemplados estão energia limpa, cidades e comunidades sustentáveis, consumo e produção responsáveis, ação climática, educação, igualdade de gênero, trabalho decente, redução das desigualdades e proteção da vida terrestre.
Na dimensão ambiental, o grupo apoiou sete iniciativas de conservação e conscientização ecológica em 2025, distribuídas entre destinos onde mantém operações. Entre as ações estão projetos e parcerias relacionados ao Projeto Tamar, ao Projeto Golfinho Rotador e ao ICMBio, em Fernando de Noronha, além da atuação junto à Biofábrica de Corais, em Pernambuco, e de iniciativas de conscientização ambiental e reciclagem em Alagoas.
A estratégia também contempla a dimensão social. O levantamento realizado pela companhia identificou dez iniciativas sociais e comunitárias, envolvendo ações de responsabilidade social, apoio às comunidades e valorização cultural.
Pessoas como parte da agenda
A dimensão social também aparece na gestão das equipes. Segundo o Grupo Luck, foram realizados 97 treinamentos com colaboradores em 2025, abrangendo temas como desenvolvimento de lideranças, diversidade e inclusão, sustentabilidade ambiental, saúde e bem-estar, segurança operacional, qualidade, atendimento e hospitalidade.
O investimento em capacitação sinaliza que a agenda ESG não está restrita às ações externas da companhia. A preparação das equipes, a promoção de ambientes de trabalho mais inclusivos e o desenvolvimento de lideranças também fazem parte da transformação necessária para incorporar sustentabilidade à gestão.
Ética e governança ganham espaço
Na dimensão de governança, o Grupo Luck mantém comitês dedicados a temas como Marketing, Pessoas e Transformação Digital e vem estruturando instrumentos internos relacionados à ética, integridade e gestão.
Em 2026, a companhia elaborou um Manual de Ética e Conduta, com diretrizes relacionadas à integridade, respeito às pessoas, prevenção ao assédio e à discriminação, conflitos de interesse, segurança da informação e tratamento de desvios de conduta.
A formalização desses mecanismos representa um passo importante para transformar princípios ESG em práticas de gestão, especialmente em uma empresa que atua em diferentes destinos e mantém relação direta com trabalhadores, comunidades, fornecedores, parceiros e visitantes.
“Empresas que desejam permanecer relevantes nas próximas décadas precisarão olhar para crescimento e impacto como partes da mesma estratégia. No turismo, essa responsabilidade é ainda mais evidente, porque nossa atividade acontece dentro dos destinos, convive com comunidades e depende diretamente de patrimônios naturais e culturais. Queremos continuar crescendo, mas queremos crescer junto com os lugares onde estamos presentes”, afirma Gustavo Luck.
Turismo e sustentabilidade
A adesão ao Pacto Global coloca o Grupo Luck em uma agenda internacional que propõe justamente essa integração entre desempenho empresarial e impactos ambientais, sociais e de governança.
No setor de turismo, essa conexão é especialmente relevante. A qualidade dos destinos, a preservação dos ecossistemas, a relação com as comunidades e a valorização da cultura local influenciam diretamente a experiência do visitante — e, consequentemente, a própria capacidade de geração de valor das empresas que atuam nesses territórios.
Mais do que uma declaração de compromisso, o desafio passa agora pela transformação desses princípios em metas, indicadores, transparência e resultados capazes de demonstrar a evolução da agenda ESG ao longo do tempo.
