No Nordeste brasileiro, o estado de Pernambuco vem acumulando diversas iniciativas sustentáveis que vêm se destacando nacionalmente, sendo, inclusive, modelos a outras localidades. É o caso do “Selo Verde”. Criada em 2017, a chancela vai romper barreiras, adequando-se ao que determina o conceito de ESG (governança ambiental, social e corporativa).
A iniciativa vem ganhando destaque no serviço público, mas nada mais é do que à adesão a um movimento mundial conduzido pela Organização das Nações Unidas (ONU), que, lá atrás, em 2004, sugeriu a representantes do mercado financeiro que buscassem soluções para integrar iniciativas ambientais, sociais e de governança no mercado de capitais até 2030.
O Selo Verde foi criado pelo Governo de Pernambuco. Os critérios de seleção na área ambiental foram ampliados na nova versão, em fase de cadastramento das empresas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Semas). Em 2025, portanto, haverá nova alteração, com a incorporação de exigências relacionadas aos outros pilares do ESG.
Além da Agenda ESG, o objetivo desses ajustes foi adaptar a chancela ao Plano Pernambucano de Mudança Econômico-Ecológica (PerMeie), iniciativa que tem como objetivo a implementação, no estado, de modelos de desenvolvimento econômico pautados na sustentabilidade.
Com o upgrade, o questionário para seleção das empresas foi atualizado com a inclusão de novos parâmetros, que abrangem práticas ambientais eficientes e regenerativas previstas em leis nacionais e estaduais. Foi uma estratégia para subir a régua do programa e torná-lo mais alinhado à cultura ESG.
Na edição de 2025 do selo, o governo estadual quer concluir o enquadramento do programa ao ESG. Serão incluídos, na legislação, critérios sociais e de governança corporativa.
“Entendemos que os três pilares que compõem a Agenda ASG (ambiental, social e governança) são fundamentais para a transição da economia de Pernambuco, com uma visão inclusiva, regenerativa e com justiça socioambiental, e em linha com as diretrizes do PerMeie”, afirma a secretária de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha (Semas), Ana Luiza Ferreira.
Governo quer incentivar a cultura ESG
A secretária executiva da Semas, Karla Godoy, destaca o aspecto pedagógico do programa, ao incentivar os negócios a terem práticas sustentáveis.
“O selo não deve ser encarado como uma meta final”, avalia. “A maior importância da certificação é levar as empresas a uma reflexão sobre os impactos que suas atividades podem causar ao meio ambiente, à comunidade e a seus empregados. Com isso, estimulamos uma mudança profunda nos processos internos e externos dos negócios”, pontua. “É uma ação educativa, transformadora e contínua”, frisa.
Podem se habilitar ao Selo Verde, todas as empresas instaladas em Pernambuco, com CNPJ ativo e que tenha governança ambiental e projetos de responsabilidade nesta área. O programa também contempla microempreendedores individuais e cooperativas. O link para inscrição se encontra na home do site da Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe). O endereço do formulário é o https://portal.jucepe.pe.gov.br/seloverde. Mas é preciso atenção ao prazo, que se encerra em 30 de abril. A abertura do processo aconteceu no dia 1º deste mês.
