Enquanto Belém se prepara para receber a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), um outro movimento ganha forma na cidade: o Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA).
Marcado para o dia 10 de novembro, no Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa), o festival ocupará o espaço com arte, inovação e propósito, convidando o público a refletir sobre o futuro da Amazônia a partir da sustentabilidade.
Com curadoria do artista visual Bolyvar Melo, a cenografia do FIINSA 2025 é um mergulho na identidade amazônica. A proposta utiliza materiais naturais e reciclados — como palafitas reaproveitadas, sementes, folhas secas, painéis em papelão, flores e canoas — para construir uma narrativa sensorial sobre pertencimento e circularidade.
“A ideia é mostrar que cada detalhe faz parte da Amazônia e retorna para ela. É um convite para sentir o território, não apenas observá-lo”, explica Bolyvar.
A ambientação ganha reforço de nomes como o coletivo Rio Piriá, que trabalha com grafismos inspirados nos peixes e rios da região, e dos artistas Jeferson Cecim, Renan Cavalcante e Giovanni Serra.
Entre as participações especiais está a do “abridor de letras” Donielson da Silva (Donnys), de Muaná (PA), um dos últimos artistas do Pará que mantém viva a tradição de pintar nomes e frases em barcos e fachadas.
Projeções de video mapping assinadas por Aryellow e Mhorgana completam a atmosfera imersiva.
O grafiteiro paraense Dedeh Farias assina a identidade visual do festival com uma coleção inédita de ilustrações sobre a Amazônia como organismo pulsante e interligado.
Inspirado pelo cotidiano das comunidades ribeirinhas e pelo ritmo das águas, Dedeh retrata a relação entre natureza, cultura e cidade com traços espontâneos e textura artesanal.
“Busquei uma linguagem mais humana, próxima do gesto manual, para expressar essa convivência entre o natural e o urbano. A Amazônia é movimento, mistura e diálogo”, afirma o artista.
As obras serão exibidas em lambe-lambes e folhas de miriti, reforçando a estética de rua e a simbologia regional que conecta o FIINSA ao território e às pessoas que o habitam.
Festival carbono neutro e de impacto positivo
O FIINSA 2025 também se compromete com a neutralização total de suas emissões.
Com selo Carbono Neutro (PCN2516), emitido pelo Idesam, o festival compensará 30,05 toneladas de CO₂ por meio do plantio de 100 árvores na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, no Amazonas.
A produção adota práticas de redução de plásticos, reaproveitamento de materiais e destinação correta dos resíduos sólidos, reforçando o compromisso da organização com a sustentabilidade real e mensurável.
“O FIINSA é mais do que um evento: é uma demonstração de que é possível fazer grandes produções respeitando o território e as comunidades que o sustentam”, explica André Vianna, diretor técnico do Idesam.
Um espaço para conectar ideias e futuros
O festival é uma realização do Idesam e da Impact Hub Manaus, com correalização do Cesupa, e reúne uma rede de parceiros e apoiadores comprometidos com o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Entre eles estão o Fundo Vale, Soros Economic Development Fund, Bemol, CNP Seguradora e o Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) da Suframa.
Também apoiam a iniciativa o Instituto Sabin, Bezos Earth Fund, Carbon Disclosure Project (CDP) e Amazon Investor Coalition, além de organizações como Projeto Saúde e Alegria, Assobio, Rede Amazônidas pelo Clima (RAC), Centro de Empreendedorismo da Amazônia, Conexsus, Instituto Arapyaú e Casa Amazônia.
Data: 10 de novembro de 2025
Local: CESUPA – Campus Alcindo Cacela 2, Belém (PA)
Mais informações: fiinsa.org.br
