Teve início nesta segunda-feira, 14, o “Unleash Amazon Innovation Lab”, evento que reúne ao longo desta semana, em Manaus, mais de 100 jovens da região Norte em busca de soluções inovadoras em prol da Amazônia. A cerimônia de abertura aconteceu no Palacete Provincial, localizado no Centro Histórico, e contou com a presença dos participantes e apoiadores do projeto.
Entre os participantes estão jovens indígenas, quilombolas, ribeirinhos e de outros povos tradicionais, dentro de um grande laboratório de inovação. Ao longo de seis dias, estes jovens terão a oportunidade de fazer um intenso networking e pensar em projetos para solucionar demandas da região amazônica em meio a preservação de seus povos, conhecimentos e tradições.
O UNLEASH Amazon Innovation Lab é um programa internacional que treina jovens para o desenvolvimento de soluções escaláveis, inovadoras e sustentáveis. As propostas criadas devem ter como base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

“A gente busca jovens apaixonados pelos seus territórios, pelas suas vivências. E a gente une toda essa galera para pensar como é que a gente vai, a partir disso, ter alternativas, ter ideias tecnológicas, ideias sociais, pra impulsionar tudo isso”, explicou a facilitadora da Unleash no Brasil, Camila Rebello Amui.
Vinda de Rondônia, a jovem indígena AbnerPaiter-Suruí pretende aproveitar o programa para trabalhar nesta jornada em busca de soluções para a contaminação dos rios amazônicos. “Os rios entram nas comunidades e têm o processo de contaminação, por meio do agrotóxico por exemplo. Espero contribuir com ideias e ouvir a experiência de cada jovem aqui presente”, disse Abner.
A abertura do programa em Manaus teve a participação, por meio de videoconferência, de Flemming Besenbacher, presidente do Unleash. Dentre os convidados para a abertura estavam: Denis Minev, chief executive officer (CEO) da Bemol; Michelle Guimarães, chief financial officer (CFO) da Navegam; Ana Cláudia Chaves, assessora técnica da GIZ e Débora Holanda, chefe do Departamento de Extensão Tecnológica e Inovação, da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).
Todos partilharam apoio aos jovens presentes, explicando o papel de suas instituições no contexto da Amazônia e da inovação para melhoria da qualidade de vida na região.

“Uma dica que posso dar para vocês é que se abram aos seus colegas. Há muitas amazônias dentro da nossa Amazônia”, disse Michelle da Navegam. Já Minev da Bemol entusiasmou os jovens a imergirem em inteligência artificial. “Eu aconselho vocês a explorarem as tecnologias disponíveis, como o ChatGPT. Para mim essa é uma revolução tão importante como foi a eletricidade em seu surgimento”, destacou.
Nesta terça-feira, 15, têm início as plenárias e grupos de trabalho da iniciativa. Ao final da experiência, os melhores projetos serão financiados para que possam ser desenvolvidos e implementados na Amazônia
