O protagonismo amazônico na COP30, que ocorrerá em novembro deste ano em Belém (PA), acaba de ser fortalecido com a nomeação de representantes estratégicos da região Norte como enviados especiais da conferência. Entre os nomes anunciados estão o empresário Denis Minev, CEO da Bemol, e o líder extrativista Joaquim Belo, reconhecido por sua atuação junto às comunidades ribeirinhas e povos tradicionais da floresta.
As nomeações foram feitas pela presidência da COP30, liderada pelo Brasil, e refletem o compromisso em garantir que as vozes da Amazônia estejam na linha de frente das negociações climáticas globais. Ao todo, 30 personalidades foram nomeadas como pontes entre os setores e territórios que representam a organização do evento. O grupo reúne nomes como a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, a primeira-dama brasileira Janja Lula da Silva e diversos representantes da sociedade civil e do setor produtivo.
Denis Minev, além de liderar uma das maiores redes de varejo da região, é também fundador de instituições como o Museu da Amazônia, a Fundação Amazonas Sustentável e a aceleradora de impacto AMAZ. Reconhecido por sua visão pragmática e engajada sobre o futuro da Amazônia, Minev defende um modelo de desenvolvimento que vá além da bioeconomia tradicional, priorizando educação, ciência, tecnologia e inovação como motores para gerar renda e conservar a floresta. Dentro do grupo Bemol, lidera diversas ações relacionadas às práticas ESG – sigla para Ambiental, Social e Governança.
Já Joaquim Belo representa a força dos povos da floresta. Ex-presidente do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, sua trajetória é marcada pela luta em defesa dos direitos dos seringueiros, ribeirinhos e extrativistas. Sua nomeação simboliza o reconhecimento do papel fundamental das comunidades tradicionais na conservação dos ecossistemas e no enfrentamento das mudanças climáticas.
A presença desses dois líderes no núcleo estratégico da COP30 é um marco importante para a inclusão de perspectivas amazônicas reais nas decisões globais sobre clima, justiça social e economia verde. Suas atuações prometem levar às mesas de negociação os desafios vividos por quem mora e empreende na região, além de propor soluções sustentáveis de impacto local e global.
Rede ESG comenta
Para a Rede ESG, a presença de representantes da Amazônia entre os enviados especiais é uma oportunidade histórica de reposicionar narrativas e reforçar a relevância da região nos fóruns internacionais. Ao lado de nomes técnicos como Elbia Gannoum, especialista em energia renovável, a delegação brasileira passa a contar com vozes que conhecem profundamente os desafios e potencialidades do território amazônico.
A COP30 será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, e promete ser um marco para a geopolítica climática mundial. Com Belém como cidade-sede, o Brasil assume o papel de liderança nas discussões sobre transição ecológica, economia circular, justiça climática e valorização da floresta em pé.
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Por Elendrea Cavalcante
Portal Rede ESG
