O avanço das discussões sobre sustentabilidade e a consciência ambiental sobre a necessidade de economizar os recursos naturais e respeitar o meio ambiente levou indústrias e outros setores a fomentares novas iniciativas, criando um novo paradigma em diversas áreas. O mundo da moda, por exemplo, antes caracterizado pela produção em massa e descarte acelerado de peças, hoje busca produzir com mais responsabilidade, controle e ética, a fim de diminuir os impactos socioambientais. Uma nova realidade que inclusive levou à geração de novos modelos de negócios na área.
A preocupação é válida. Em matéria divulgada pela BBC, citava-se que a indústria têxtil ocupava o segundo lugar no ranking do nível de poluição, ficando atrás somente da indústria de petróleo. O tecido de viscose, por exemplo, é feito a partir de celulose e ocasiona a derrubada de 70 milhões de árvores. O algodão, então, é o que mais polui, uma vez que exige o uso de inseticidas e pesticidas, que impactam na vida da água e do solo.
Ainda, segundo um levantamento feito pelo Banco Mundial, se o consumo de recursos naturais seguir no ritmo atual, em 2050, seriam necessários três planetas Terra para sustentar a população mundial. Por isso, a mudança para alternativas ecologicamente sustentáveis é urgente e movimenta a indústria da moda.
Dentre os pilares da moda sustentável está a transparência aos consumidores, para que a partir das informações dos produtos e da empresa, os mesmos possam fazer escolhas conscientes. Nesta linha, o consumo consciente tem tudo para se tornar um fator decisivo às empresas: ou seja, se o público exige produtos sustentáveis, as marcas irão se ajustar a essas novas demandas para continuar vendendo.
Além disso, outro ponto importante do consumo consciente é a necessidade de rever os exageros, seja em relação a roupas, calçados ou maquiagens. Isso porque adquirir produtos em excesso e com rápido descarte não só aumenta a produção de lixo, como desperdiça os materiais que foram utilizados naquela peça. Por isso, comprar roupas de segunda vem se tornando uma ótima alternativa para reduzir o impacto ambiental do descarte de produtos. Os brechós e bazares ganharam até um novo conceito e já são sucesso em todo o Brasil.
Mais deste universo sustentável
A moda sustentável, ao contrário da convencional, valoriza a durabilidade, a atemporalidade e qualidade das peças, o que evita o descarte rápido e a produção de lixo.
Nessa mesma perspectiva, surgiram algumas tendências, como a moda vegana, que não utiliza nenhum tipo de material de origem animal, como o couro, lã, seda ou pele. Ainda na moda sustentável, o trabalho local é bastante valorizado. Isso porque a moda artesanal e em menor escala gera danos menores ao meio ambiente, se comparada às grandes indústrias, além de não adotar práticas de exploração de mão de obra.
*Com informações da Folha BV
